quarta-feira, 18 de junho de 2008

Sex and the city - O Filme.




O seriado Sex and the City mudou a forma como o mundo (e os homens) passaram a se relacionar com o comportamento feminino. O programa tornou-se referência ao mostrar, sem pudor, como as mulheres modernas lidam com o amor, a profissão, os relacionamentos e, principalmente, o sexo. Criada por Darren Star e exibida a partir de 1998, Sex and the City mudou a forma de se mostrar o universo feminino em suas seis temporadas. Dez anos depois volta em Sex and the City – O Filme.

Dirigido e roteirizado por Michael Patrick King (que trabalhou na série como produtor executivo), o filme é baseado nas personagens criadas pela escritora Candace Bushnell em seu livro.
O filme se passa 4 anos após o termino da série.



A escritora Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker) continua com o Mr. Big (Chris Noth). Mas isso não é nenhuma novidade. Depois de tantos encontros e desencontros na série eles tinham mesmo que continuar juntos. Agora eles estão noivos e rumos ao altar, com direito até a sessão de fotos com vestidos de noiva de badalados estilistas (como Vera Wang, Oscar De La Renta e Vivienne Westwood) para a revista Vogue.



Samantha Jones (Kim Cattrall), a mais fogosa da turma, está morando em Hollywood com o belo Jerry Jerrod (Jason Lewis).
Charlotte York (Kristin Davis) continua casada e ainda adotou uma menina chinesa. Ela é a mais romântica e recatada da turma. Sempre gostei do jeito dela. Das garotas ela é a que mais me identifico. Apesar de gostar bastante da Carrie também.
Miranda Hobbes (Cynthia Nixon) segue casada com Steve (David Eigenberg), morando no longínquo bairro do Brooklin.


É este o cenário inicial de Sex and the City – O Filme.
Senti falta no filme de ver as garotas na noite de Nova York, como era antes na série. Mas agora estão todas comprometidas, o que perdeu um pouco da graça.
Por outro lado esses relacionamentos abrem um grande leque de possibilidades a serem explorados. O que o filme acaba mesmo usando, como o abandono de Carrie por Mr. Big (não consigo chamar ele de John. Para mim ele vai ser sempre Mr. Big), a traição de Steve, a vida solitária de Samantha mesmo estando casada. Acho que só Charlotte conseguiu uma vida sem crises, o que é bem a cara dela, afinal ela sempre quis formar uma família, ter filhos.
Achei uma pena o filme não ter a mesma abertura da série. Sei que o filme tem que ser diferente. Mas sempre adorei aquela abertura e a música.
Me admirei de ver mulheres de todas as idades no cinema. Estou falando de todas as idades mesmo. Até velhinhas de uns sessenta anos. Imaginava que só mulheres na faixa dos vinte ao quarenta gostassem da série. Foi uma grata surpresa saber que a nossa série é querida por mulheres de todas as idades.

Sobre o abandono de Carrie por Mr. Big, ele já deu mostras outras vezes de que não leva a sério o relacionamento dos dois.
Mas me pergunto seu homem que ama uma mulher titubeia na hora do casamento como Mr. Big fez. Mas como nunca casei não posso ter a menor idéia de como um noivo ou noiva se sente no dia do casório.
Mas apesar disso e de tudo que aconteceu entre eles nas seis temporadas da série foi lindo quando ele foi buscá-la em Paris no fim da série. Lindo!!!!

Foi também quando ela achou a correntinha com o nome dela, falando nisso não lembro de ela usar a corrente no filme.


Agora em se tratando de Miranda, a história dela no filme é a traiçao de Steve. Impulsionado pelo fato de os dois não transarem há seis meses. Eu nunca esperaria uma traição dele. Ele sempre foi super apaixonado por Miranda. Eles se completam, ela é racional, ele sentimental. Ela é digamos assim, o homem do relacionamento. Não defendo a traição de jeito nenhum, sou super contra. Mas a dedicação excessiva de Miranda ao trabalho em detrimento a vida amorosa foi o que empurrou Steve para a infidelidade. Mas o episódio serviu para o amadurecimento de Miranda, e porque não dizer de Steve também? Adorei a cena do encontro na ponte. Se eles fossem ao encontro significaria que eles ficariam juntos e nunca mais olhariam para trás.



Samantha foi a que mais mudou. De mulher sedutora passou a esposa fiel. E põe fiel nisso, pois com um vizinho daquele tem que ser muito séria mesmo. Até eu queria um vizinho daquele.
A cena dela coberta de sushi é hilária. Mas quando Jerry liga dizendo que vai demorar a chegar dá até pena. Ela nem pôde atender a ligação para não desmanchar a surpresa. Até que ela desiste, e quando ele chega ela conta o que ele perdeu e ele faz pouco caso. Deu até raiva dele. Gostava dos dois juntos. Por outro lado talvez ela seja o tipo de pessoa que não foi feita para compromissos. E no fim deu para ver que ela não estava feliz com ele. O lugar dela é em Nova York, com suas amigas e com todos aqueles homens lindos. Talvez ela até volte a trabalhar como promoter.



Por fim temos a Charlotte e o seu final feliz. A pincesa e o ogro. Mas é o ogro que ela sempre sonhou. Um homem que a ama.
Me desmanchei na cena em que ela conta que está grávida. E de como ela acha que está tudo tão perfeito que tem medo de fazer suas corridas pois algo pode aconteer ao bebê. Adorei a resposta que a Carrie deu a ela.



O filme não decepciona aos que já conhecem o programa de TV. Todos os elementos que formam o painel de sucesso de Sex and the City foram preservados no filme:os conflitos, as decepções e, principalmente, a amizade leal das quatro amigas, numa química perfeita.

Os temas recorrentes em Sex and the City – O Filme são amor, amizade e compras porque, de certa forma são esses os elementos que formam o cotidiano de uma mulher que vive numa cidade como Nova York. Aliás, a cidade, a badalação do mundo fashion, figurinos marcantes (de Patricia Field) e sexo também estão no filme. Um coisa que gostei muito no filme foi a personagem de Jennifer Hudson, que surge como assistente de Carrie depois que ela é abandonada por Mr. Big. Ela aparece na segunda metade da produção e literalmente rouba a cena com seu carisma.


Ao mesmo tempo em que supre a carência dos fãs Sex and the City – O Filme vai com certeza conquistar novos admiradores. Porque mostra o nosso universo com humor e cinismo únicos e a forma como nos relacionamos com o sexo oposto e com a vida em geral.


O trailer:

2 comentários:

Lú® disse...

Caramba! Isso sim é um post! Tô até com vergonha dos meus, rs. O legal de ler os comentários das outras pessoas, é que a gente percebe como as opiniões podem ser diferentes. É isso que faz de nós o que somos. Tava vendo aquela foto das 4 onde as flores caem. É bem SATC. Perceba como cada uma se mostra do jeito que é. Muito boa a foto. Sobre o que pensamos no dia do casamento, posso te dizer que foi o dia mais feliz da minha vida até hoje, desde o momento em que as portas da igreja se abriram. Até aquele momento, estava cheia de dúvidas, de medos. Mas dali, quando o vi no altar me esperando sorrindo, todo o medo se foi. E vale a pena :-) Mas é uma opinião e existem várias, então... ;-)

Lú® disse...

Ah, meu irmão abriu um blog, então, se possível, passa lá pra dar as boas vindas ;-)
http://rodrigogarcia.blogger.com.br